22 junho, 2007

COMPRANDO E FODENDO

Espetáculo exibido no Teatro Molière retrata cena urbana dos anos 90


Wagner Ferreira

A peça Shopping and Fucking que esteve em cartaz no Teatro Molière no último final de semana, mostrou ao público a realidade do cenário urbano mundial vivida nos anos 90. O texto original é de Mark Ravenhill, um dos escritores britânicos mais controversos e bem sucedidos a emergir nesta década. O espetáculo consagrado em mais de 50 países retrata uma juventude de drogas, desesperança e desemprego, além de resumir muito bem temas como, sexo e consumismo, comportamentos ainda visíveis nos dias atuais.

No Brasil teve sua primeira versão em São Paulo, através do diretor Marco Ricca em 1999, tendo Rubens Caribé e Silvia Buarque no elenco. Sua segunda montagem em terras brasileiras veio em 2007, depois do diretor Fernando Guerreiro (Vixe Maria e A Bofetada), estar com o roteiro nas mãos por quatro anos. O elenco é composto por: Celso Júnior (Brian), Edvard Neto (Mark), Rodrigo Frota (Robbie), Emiliano D’Ávila (Gary) e Jussilene Santana fazendo a “Lulu”.

Tudo começa num Self-Service, quando Lulu e Robbie tentam dar algo de comer para Mark, que é viciado em drogas. A tentativa não surte efeito, e Mark percebe que seu vício vira ameaça. Isso o faz procurar uma clínica de reabilitação, saindo pouco depois. Nas ruas, encontra Gary, um jovem garoto de programa, o qual se apaixona. Nesse meio tempo, Lulu tenta arrumar um trabalho como atriz, sendo testada por Brian com a entrega 300 cápsulas de êxtase para repassar. Nisso Robbie oferece ajuda a Lulu na venda da droga, entusiasmado, acaba doando todas as pílulas numa festa. Brian ameaça o casal, que para levantar o dinheiro, começam a vender sexo por telefone. O clima esquenta quando Mark apresenta Gary a Lulu e a Robbie, que fica enciumado.

31 maio, 2007

APOSENTADOS DO BANCO DO BRASIL TEM ESPAÇO DE LAZER E DEBATE


Wagner Ferreira

Nas agências do Banco do Brasil localizadas no Comércio e na Piedade funcionam as salas da Associação dos Antigos Funcionários do Banco do Brasil (AAFBB). Os espaços são abertos de segunda à sexta-feira, das 8 às 17h nestes bairros, reunindo aposentados que buscam um ambiente onde podem rever velhos amigos e também discutir assuntos de interesse da classe inativa. Entre os temas estão a Caixa de assistência dos funcionários do BB (CASSI) e a Caixa de Previdência dos Funcionários do BB (PREVI).

O afiliado da AAFBB além de usufruir um ambiente agradável, e encontrar antigos colegas, lá ele pode participar de assuntos os quais são de inteiro interesse dos funcionários inativos, como votações, auxílio jurídico, informações sobre seus direitos e advento de novos benefícios que os contemplem.“É um ambiente onde discutimos os nossos interesses. Damos informações aos aposentados, como proceder para requerer o auxílio funeral, o seguro de vida, e a pensão”, explica Carlos Augusto Bohana, representante da associação na capital.

Não só temas sérios são abordados nas salas, há muita diversão também. Na filial Comércio, os antigos funcionários chegam cedo, e alguns gostam de ler jornais do dia, além de jogar dominó. Já na Piedade a diversão é o gamão, muito disputado por lá. Segundo o representante da AAFBB, é comum a visita de funcionários da ativa que utilizam a sala para descançar no horário do almoço e assistir TV, uma vez que as sedes da associação no Comércio, e na Piedade funcionam nos próprios prédios dos bancos. “Não temos nenhuma restrição. Independente de serem sócios recebemos alguns de nossos colegas da ativa que vêm aqui a fim de ler e assistir televisão”, comenta Bohana ao afirmar que cerca de 30 pessoas freqüentam por dia as instalações da AAFBB. “A rotatividade é muito grande, sempre chega um e sai outro”, comenta.

O aposentado Júlio Francisco da Silva, de 80 anos, freqüentador ativo da instituição há quase 30 anos, é um dos funcionários mais antigos do banco, e relata um pouco da sua longa jornada como colaborador no BB: “Entrei no banco em 1954, na agencia de Nazaré das farinhas, dez anos depois indo para a cidade de Cruz das almas, me aposentando em 79”.Sr. Júlio diz ir à associação em dias alternados, e aproveita para visitar sua filha Marilene da Silva, aposentada e agenciadora do seguro de vida da AAFBB. “Não só venho aqui para bater papo com os colegas, mas venho ver minha filha também”, diz Sr. Júlio.
Marilene da Silva, que se aposentou em 1996, fala de quem pode aderir ao seguro de vida, e em conseqüência afiliar-se à associação: “Não só o associado AAFBB pode dispor do seguro, mas também o não-associado. A partir do momento que é feito o contrato do seguro, o contratante se torna afiliado a instituição”, explica.

O valor da mensalidade pode variar de acordo com a faixa etária do segurado, e a premiação também. Por exemplo, no caso do falecimento do titular entre a idade de 14 a 35 anos a família recebe um valor máximo de 400 mil. “O seguro é agenciado através da corretora Dom Pedro II, e o aposentado pode aderir até aos 80 anos”, explica a agenciadora da sede Piedade Lúcia Regina Gomes. A AAFBB também conta apoio jurídico dispondo de advogados com valores diferenciados para sócios, representando os afiliados em causas diversas.

História
- Fundada por antigos funcionários do Banco do Brasil no Rio de Janeiro, a AAFBB existe desde 1951, e tem sedes nos estados em que o BB funciona. Na Bahia começa a funcionar em 1981 sendo quatro núcleos. Além das duas da capital existe uma em Ilhéus e outra em Itabuna. O representante da capital Carlos Augusto Bohana diz que sem o apoio dos administradores do BB seria impossível a associação existir, e junto com seu representante adjunto, Antonio Rubens de Almeida Barros, reconhece a ajuda dos colaboradores: “Agradecemos ao superintendente regional Afonso Dezena e a todos gerentes por terem nos apoiado”.


Informações: 3320-7198/5363

22 abril, 2007

RELAÇÕES PÚBLICAS + JORNALISTA = ASSESSOR

Wagner Ferreira

Com a evolução dos meios de comunicação veio a necessidade das grandes empresas que dependem da relação com a imprensa se adaptarem às novas formas de difundir sua imagem.
O grande empresário via a necessidade de falar a mesma língua da TV, do rádio, ou das revistas impressas. Era necessário que sua propaganda chegasse aos noticiários em forma de notícia.
Mas como produzir esses textos jornalísticos se a grande maioria das empresas só dispunha de relações públicas? Precisaria-se de um tradutor, alguém que soubesse como funciona a redação de um jornal, e o que lhes interessavam como notícia. Este profissional é o assessor de imprensa. Comunicólogo com habilitação em jornalismo. Mas por ter o perfil de promover um bom relacionamento junto ao público, o habilitado em relações públicas já fazia algumas coisas que o assessor faz hoje.

A falta de vagas nas redações fez que boa parte dos jornalistas buscasse as agências de assessorias para poderem exercer seu trabalho. Atualmente é visto com preconceito por boa parte dos colegas que tiveram mais êxito atuando como repórter ou editor. Nessa nova velha função, (pois já existia desde 1909 quando o então Presidente Nilo Peçanha criou a Secção de Publicações e Biblioteca, para reunir e distribuir informações por meio de notas dos Ministérios da Agricultura, Indústria e Comercio), os jornalistas desempregados encontraram onde passar a crise da falta de vaga nos jornais.

Ao poucos foram tomando os lugares dos relações públicas, por principalmente ter a linguagem jornalística, escrevendo release e sugestões de pauta que eram aceitas pelos veículos com muito mais êxito. Hoje o assessor de imprensa é figura imprescindível no processo de captação de matérias. Ele não só difunde os acontecimentos de seu assessorado como facilita o trabalho dos repórteres promovendo entrevistas quando possíveis.

Para os que trabalham na busca diária da notícia, ter um colega atuando do outro lado, fornecendo pautas aproveitáveis, preparando e orientando os repórteres para quando determinada fonte estará disponível é de grande ajuda. Mesmo com todo esse auxilio, o assessor ainda é taxado como não jornalista. Isto ainda acontece pelo fato do assessor está vinculado a empresa que trabalha de forma tão evidente, a tratando como cliente.

Nessa lógica o mau assessor age como advogado, que defende sua clientela independente do erro que tenha cometido, criando verdades onde existem mentiras, omitindo fatos que vá comprometer a imagem da firma assessorada, produzindo uma defesa a ser apresentada num tribunal, que no caso seria a imprensa.
O fato de estar atrelado à empresa, também acontece com o profissional que trabalha nas redações, pois este também se submete à linha editorial do jornal que presta serviço, muitas vezes sendo obrigado a não publicar matérias que vá comprometer negativamente algum anunciante do jornal. Todos sabem que jornalismo independente não existe. Caso algum dia se tenha a desvinculação dos jornalistas das empresas jornalísticas, atuando como profissionais liberais, ainda assim, haverá o comprometimento do mesmo com sua própria consciência, que fará tendenciar seu comentário ou matéria a favor de seus ideais.

O jornalista português Carlos Fino discutiu no programa observatório da imprensa na TV (24/06/03), a questão da desvinculação do jornalista que atua como assessor de imprensa junto ao seu sindicato, para que não haja duvidas sobre sua nova atribuição, evitando assim o livre transito de uma função e outra. Conseqüentemente resolveria a falta de credibilidade vista em alguns profissionais que trabalham assessorando e produzindo matérias jornalísticas ao mesmo tempo. Com esta solução ficaria claro pra quem o jornalista/assessor estaria comprometido, com o público ou com empresariado.

Já os profissionais de relações públicas, estão mais preocupados com seus cargos, cada vez mais ameaçados. E reclama da crescente “invasão” dos jornalistas demitidos das redações, indo direto para as assessorias. Muitas vezes sem saber fazer um press release, um plano de comunicação, organizar uma coletiva ou mesmo elaborar um relatório. Sendo assim, sugere que seja feita pelo sindicato da categoria uma prova, ao estilo da OAB, para testar os conhecimentos do jornalista aspirante ao título de RP e, após a aprovação, conceder-lhe o direito de atuar na área.

Num mercado tão competitivo os princípios morais de cada profissão podem ser deixados de lado, dando lugar à necessidade de sobrevivência. Sendo assim, o que seria do jornalista que descobre um grande escândalo na empresa que assessora pela manhã e ter ou não que divulga-lo no jornal que trabalha à tarde? Este seria um dilema difícil de resolver para aquele mais ético na profissão, e bastante fácil para o que só está no ramo por dinheiro. Este certamente colocaria as duas opções na balança e escolheria a mais rentável.

Leia mais: JORNALISTA? TEM CERTEZA?

10 março, 2007

PACOTES ESPECIAS DE VIAGENS PRESENTEIAM NOIVOS


Wagner Ferreira

Se perguntarmos a qualquer casal que estiver próximo do casamento qual presente gostariam de ganhar, a resposta será quase unânime: uma viagem. Seja ela para países europeus como Espanha, Áustria e Suíça, ou paraísos locais do litoral baiano.

Presentear os noivos de forma tradicional vem sendo cada vez mais substituído por viagens programadas por parentes e amigos dos recém-casados. Nesse pensamento, principais agências de viagens do Brasil organizam e disponibilizam pacotes especiais incluindo passagem aérea e hospedagem, indicando também serviços de buffet e aluguel de roupas, caso ainda não tenha acontecido o casamento.

O vale presente, como é chamado pela maioria das agências funciona da seguinte forma: os noivos escolhem sua agência preferida levando a lista de convidados do casamento. Nela serão confeccionados cartões identificando a sugestão do presente com nome da agência de viagem. O cartão é recebido por e-mail ou junto com o convite para a cerimônia. Depois disso basta procurar a agência mencionada no cartão e fazer a contribuição, que pode variar entre R$ 20 e 250, em média. Estes valores não são informados no cartão, e sim na própria agência, tornando o serviço discreto e elegante.

O total arrecadado servirá para criar um fundo onde quitará ou auxiliará os noivos no pagamento da viagem escolhida. Caso o valor não seja atingido, a agência pode oferecer pacotes mais em conta de acordo com a cota adquirida.

Em Salvador, três grandes agências disponibilizam o serviço: a Pinheiro Turismo com 26 anos de experiência no ramo de pacotes turísticos; Meeting Tour e CVC Turismo. Sendo que esta última através de seu site, dispõe de um cadastro onde se pode criar a lista de convidados e presentes, definindo o valor a ser sugerido para as cotas. Os convidados receberão por e-mail o convite e a sugestão de presente dada pelos noivos.

Maria Helena Felix e Maria Ângela de Azevedo são diretoras da agência de turismo Meeting Tour, e falaram que o serviço existe na Bahia há alguns anos sendo disponibilizado pela empresa há quatro, vindo a receber muitos elogios dos noivos. Foi o caso do casal de advogados André e Joanna Pessoa, onde já haviam programado uma viagem à Paris, e com o pacote especial puderam ampliar o roteiro.“Ganhamos muitos presentes repetidos, e se não tivesse sido à viagem haveria ainda mais presentes iguais”, disse Joanna, que completou relatando a satisfação não só dela, mas dos seus amigos e parentes por poderem proporcionar à viagem a eles: “Fiquei sabendo através do pessoal da agência o contentamento de meus padrinhos e amigos, que ficaram muitos satisfeitos pela forma discreta como é feita a captação dos valores. Mas a melhor notícia ainda estava por vir, ficamos sabendo também que já tínhamos o valor para pagar a viagem à França e poderíamos ampliar o roteiro para o Vale do Loire e Espanha. Ter nosso sonho realizado dessa forma foi maravilhoso!”

“O destino escolhido pelos noivos pode variar devido à época do ano. No mês de junho viagens ao sul do Brasil é mais comum devido à baixa estação na Bahia. Nos destinos internacionais a escolha é bastante variada podendo ir das Ilhas Maurício aos Emirados árabes, disse Maria Helena”.

Maria Ângela de Azevedo falou sobre à vantagem de optar pela viagem através das cotas. Segundo ela é vantajoso por não haver o risco dos noivos estarem com presentes pagos nas lojas citadas como opção de compra, e chegando lá haver diversos presentes parecidos, ou que sirva para mesma coisa, tendo que ficar com crédito nessas mesmas lojas para uma retirada posterior.

A nova forma de se presentear vem sendo cada vez mais procurada por casais que sonham com uma viagem de lua-de-mel. Comparando com presentes usuais de casamento, uma viagem à Barra Grande incluindo ônibus e pousada com café da manhã por 4 dias sairia aproximadamente por R$ 1,300,00, seria o preço de uma geladeira por exemplo.

Mesmo assim, a viagem paga por cotas não é vista por Eliana Callado, diretora de vendas da Quatro Cantos turismo, com tanta facilidade. Ela conta que quando as cotas são distribuídas indiscriminadamente, pode não surtir o desejo esperado. Muitas vezes convidados que não são muito próximo dos nubentes não contribuem deixando a viagem à ser paga exclusivamente por amigos íntimos e parentes, o que não seria o ideal.

Fontes: Agencia de viagens Meeting Tour, Pinheiro viagens e turismo, CVC turismo e Quatro Cantos Turismo.
http://www.meetingtour.com.br/, http://www.cvc.com.br/, http://www.pinheiroturismo.com.br/, www.quatrocantos99@hotmail.com

19 fevereiro, 2007

O BRASIL É MAIS RICO QUE OS EUA

Moramos num país que tem mais riquezas que um dos mais ricos do mundo. O Brasil. E se pararmos pra analisar sem muita profundidade chegaremos a essa conclusão. Basta fazermos uma comparação com o modo de vida americano, começando pela água; Embora tenhamos aproximadamente 25% da reserva mundial de água doce pagamos o dobro que os americanos pagam.

Pagamos 60% a mais nas tarifas de eletricidade e telefone, mesmo tendo 95% da produção de energia em nosso país oriunda de hidroelétricas (mais barata e não poluente), enquanto nos Estados Unidos é consumida a energia vinda das usinas termelétricas altamente poluentes que são à base de carvão e petróleo, além das perigosas usinas nucleares.

Pela gasolina, qual sua matéria prima o petróleo, produzimos cerca de 75% do consumo nacional pagamos o dobro que os americanos pagam. Sendo essa de péssima qualidade, acabando com os motores dos carros. Sem contar com as misturas feitas para beneficiar os usineiros de álcool.

Já nos EUA se paga por uma gasolina pura e sem mistura um valor estabilizado á vários anos até a chegada do furacão “Katrina”, que elevou um pouco o preço do litro na bomba. Mesmo assim chegando a cerca de US$ 0,79, aproximadamente R$ 1,75 na maioria dos estados americanos.

Em um veículo que custa R$ 20 mil para os americanos pagamos R$ 40 mil, dando para o governo R$ 20mil para gastos sabe lá onde, já que os serviços públicos no Brasil não chegam nem perto dos Estados Unidos.

No estado da Flórida o governo estadual cobra apenas 2% de imposto sobre o valor agregado (equivalente ao ICMS no Brasil), e mais 4% de imposto federal, o que dá o total de 6%. No Brasil pagamos 18% só de ICMS.

Reclamamos o tempo todo de sermos pobres e nos queixamos do nosso vizinho Tio Sam por não nos ajudar, mas não nos importamos de pagar ICMS, PIS COFINS, CPMF, ISS, IPTU, IR, ITR, e outras dezenas de impostos taxas e contribuições e mesmo assim saímos correndo atrás do trio sabendo que tudo aumentará depois do carnaval.

Trabalhamos quatro meses do ano para pagarmos impostos, seja eles diretos ou indiretos. Já nos EUA é isento de pagar o imposto de renda aquele cidadão que tem renda menor que US$ 3 mil por mês (cerca de R$ 7020), enquanto aqui no Brasil o mesmo é pago a partir de 1257,12.

Para termos escolas de qualidade temos que pagar, e pelos livros também. Nos EUA se tem tudo isso do governo.

No caso de um automóvel com o valor do IPVA em R$ 1700, 00, nos Estados Unidos pagaríamos US$ 15,00 de licenciamento anual não importando o tipo do veículo.

Além de todos esses números elevados de consumo ainda sustentamos cerca de 20% da população economicamente ativa. Nos EUA são apenas 4 %.

Por isso não faltam argumentos para dizer que temos o país mais rico em recursos naturais, apesar de ter servido de colônia de exploração de Portugal por muitos anos, diferente dos Estados Unidos que serviram de colônia de habitação pelos ingleses.

Somos também ricos por pagarmos tanto sem ter de onde tirar. Temos sim a nação mais rica, e se olharmos pela janela de nossas casas veremos isso. As melhores condições climáticas são as nossas. Possuímos uma extensão territorial equivalente a de um continente, somos quase auto-suficientes em tudo, e para que sejamos suficientes por completo só falta nossa vontade, tomando as decisões certas através das urnas, indo de encontro a toda essa injustiça seja ela tributária, social ou política.

Países sem recursos próprios como o Haiti, congo, ou Serra Leoa, podem até culpar os países ricos por não os ajudarem, mas não precisamos de ajuda, precisamos sim de parar de massacrar nosso povo através de taxas tão altas que nem americano pode pagar.

10 fevereiro, 2007

SAC CADA VEZ MAIS SE DISTANCIA DA EXCELÊNCIA


Projeto pioneiro do governo carlista espera injeção de ânimo nos funcionários

Wagner Ferreira

Neste ano o SAC (Serviço de Atendimento ao Cidadão) completará 12 anos de prestação de serviços públicos à população. Quando foi fundado veio com a idéia de unir diversos órgãos públicos num só lugar, ampliando os serviços e prestando atendimento de excelência, diferente do que era o atendimento público antes.

O serviço conta hoje com uma rede de 25 postos fixos, sendo oito na capital e 17 no interior do Estado, além de duas unidades do SAC Móvel, para atendimento itinerante.

Muitas pessoas não lembram a forma que eram tratadas na maioria dos atendimentos públicos. Grande parte dos funcionários do Estado tratavam sua clientela com desdém e brutalidade, certo de que estavam imunes por serem concursados.

Com a vinda do SAC essa realidade foi mudada e o cidadão passou a ser tratado como tal, desde sua entrada, sendo logo abordado de forma gentil por um atendente denominado “apoio”, lhe perguntando se seria possível ajuda-lo, e qual seu serviço desejado. Era o paraíso, em todo o Brasil, não existia serviço público, qual tinha serviços em sua maioria gratuito, que tratasse com tanta cordialidade o cidadão.

Além da excelência no atendimento havia rapidez na confecção dos documentos emitidos pelos SAC’s. Carteira de identidade, carteira de trabalho, eram entregues em minutos, fazendo da idéia criada no governo PFL em setembro de 1995, ser copiada em 22 estados brasileiros e países como Portugal e Colômbia.

Em 2004 a ONU (Organização das Nações Unidas) concedeu o Premio do Serviço Público das Nações Unidas, consagrando um serviço que funcionava com louvor.

Hoje quem vai aos postos do SAC ainda é bem atendido, e consegue ter uma gama de serviços a seu dispor num só lugar, mas não com a mesma excelência tão comentada pelos idealizadores do projeto no passado. Nos três primeiros anos de funcionamento do SAC havia uma motivação notória por parte do então Governador junto com seu secretario da administração em conseqüencia seus coordenadores. Foram criadas novas coordenações, eram dados cursos de reciclagem a fim de lapidar o funcionário no tratamento com o cidadão, implantou-se o SAC-FÁCIL, um sistema de emissão de senhas informatizada a qual era previsto o horário do atendimento. Certamente os responsáveis pela administração e manutenção dos postos já tinha certeza que um projeto que já começou vencedor iria ter vida longa.

Tanta tecnologia, investimentos altíssimos em propaganda; (o SAC se tornou o carro chefe das campanhas eleitorais do PFL nos anos seguintes a sua criação), talvez tivesse tido melhor aplicação se também houvesse investimentos na base de sustentação do serviço; o funcionário. Depois dos três primeiros anos eram concedidos pouco mais de 3% de aumento anual, causando assim uma estagnação salarial chegando hoje, um servidor indireto a receber pouco mais de um salário mínimo, por uma carga horária de 36h semanais, sem direito a ticket lanche (ganho na justiça, com direito a receber o retroativo desde 2005), mas sem receber até a presente data.

Greve - A situação ficou mais grave quando nos meses que antecediam as eleições para o governo do estado em 2006 ocorreram diversos atrasos no pagamento dos salários dos terceirizados, causando greves em alguns postos e demissões por isso. Os atrasos salariais se estenderam até próximo do final do ano.

Coincidentemente a empresa que presta serviço ao SAC nesses quase 12 anos é a mesma; Postdata Bahia Informática, que por algum motivo, talvez os mais obscuros possíveis tenha mudado a razão social para Postdata Gestão e Saúde. Apesar de toda sua mau atuação como prestadora de serviço e ser a principal causadora da primeira greve em mais de dez anos nos SAC’s, a empresa vem ganhando o que chamam de processo de licitação sob um critério que não parece ser o mais claro ou entendível.

Além da falta de reconhecimento vem a grande pressão que os funcionários sofria e sofre por ter que representar uma das mais bem sucedidas idéias implantadas por um governo estadual. Premio da ONU, aceitação da população, referencia para outros governos, tudo isso teria que se manter nos anos que iriam vir. O problema é que a omissão e descaso que antes era imposta aos funcionários oriundos das secretarias, se repetia com os terceirizados, deixando o modelo de referencia e excelência reeditar o mau atendimento antes prestado pelos servidores públicos.

Dessa forma o funcionalismo publico nunca vai estar motivado com um sistema que visa dar méritos exclusivamente aos que estão no poder, esquecendo do que está ali no dia-a-dia, ouvindo muitas vezes palavrões, mas mesmo assim prezando o que lhe foi passado nos cursos de atendimento, lutando para que a idéia SAC e excelência no atendimento se perpetuem.

Nos últimos anos é visível o aumento de queixas e reclamações por parte dos usuários do serviço. Quando não reclamam da demora no atendimento reclamam do mau tratamento vindo não só dos funcionários como da própria gerencia dos postos ou seus coordenadores.

Mas pelo jeito essas denuncias não saem das ouvidorias, sendo abafadas e trocadas por números macro de atendimento.

Torna-se um efeito em cadeia que começa na insatisfação do funcionário todo esse tempo, sem plano de carreira ou melhoria nas condições de trabalho, muitos com qualificação, mas sem ter uma oportunidade, tirando a motivação diária em prestar um bom serviço à população.

O funcionamento dos SAC’s hoje é imprescindível, isso é claro. Nenhum cidadão baiano ou de outro lugar que vem ao estado consegue imaginar uma forma de atendimento diferente da que o SAC ainda presta. Mas se fomos voltar num passado recente, o serviço está se distanciando de forma muito rápida da idéia inicial.

29 janeiro, 2007

MISTURAR É O QUE DÁ LUCRO

Festival de verão deixa de ser um evento segmentado para virar uma prévia do carnaval.

Wagner Ferreira

O show de Bem Harper talvez sirva de exemplo aos organizadores deste que é sem dúvida o maior evento de música do verão brasileiro depois do carnaval.

O cantor e surfista californ
iano foi uma das atrações internacionais que teve maior aceitação de um público que em sua maioria tem um gosto variado, que tendencia para o ritmo da Axé Music.


Já com o rapper de influência judaica, Matsyaho, e a cantora da Black Music americana, Gloria Gaynor, foi diferente. Isso aconteceu pelo fato da organização do evento distribuir os shows de forma aleatória misturando estilos musicais em todos os seus dias.

Mas um dos fatores que pode ter ajudado para que a apresentação de Bem Harper tenha sido melhor sucedida entre as três internacionais, é atribuido a sua influencia da musica Reggae, estilo bastante apreciado na Bahia.


Essa mistura de sons deixa de respeitar a individualidade de quem vai ao festival a fim de curtir seu artista preferido, tendo que antes ou depois ouvir estilos não condizentes com sua preferência.


Nas primeiras edições do Festival de Verão houve uma distribuição de ritmos mais democrática, trazendo atrações internacionais como Spy vs Spy, e Men at Work, com bandas do cenário alternativo brasileiro abrindo seus shows. Com isso, o público poderia escolher o dia que sua banda favorita tocaria, evitando ter que aturar um tipo de música que não fosse de seu gosto.


Está bem claro que a formula do Festival é a mesma do carnaval da Bahia; a de está lotado todos os dias, mesmo que isso cause um choque de culturas, seja ela pop, rock ou popular brasileira.

Pesquisa - Ainda nos primeiros três dias do evento a direção da festa promoveu uma pesquisa com o público. Os espectadores agiram de forma esperada, preferindo as atrações nacionais locais, às internacionais ou de outros estados.

É claro que esta pesquisa de nada vale, já que é feita num contingente de pessoas que vão ao festival com intenção primordial de curtir, independente do que esteja no palco.


Trata-se de um público com um percentual muito grande de turistas e veranistas, os quais vêem o evento como uma prévia do carnaval. Assim é de se esperar que o resultado da pesquisa indique preferência para as pratas da casa.

Leia mais: NADA SE CRIA, TUDO SE COPIA

26 janeiro, 2007

O DIA EM QUE LOBÃO DESAFIOU A RAINHA GLOBAL



Wagner Ferreira


Um ano depois de ter sido preso por porte de cocaína, Lobão é convidado a tocar no Domingão do Faustão. Isso aconteceu no dia das eleições presidenciais de 1989. A disputa estava em 2º turno, e pra quem não lembra era entre Collor e Lula. A Rede Globo era simpatizante de Collor, pela mesma razão que foi dos presidentes da época da ditadura; Visava o controle total da comunicação. Mas Lobão mostrando toda sua polêmica canta de forma sarcástica a música da campanha do Lula ao vivo, e ainda por cima incentivou a platéia a cantar em coro o tema que elegeu o atual presidente à 4 anos atrás.

O cantor é bastante irônico ao falar: “Ainda estou no ar!”, e realmente continua e canta a música dizendo: “Sem crime eleitoral!”

A globo através do seu mais “pentelho” apresentador se faz despercebida e mantém o cantor no ar, porém depois disso Lobão é banido da tv aberta por muitos anos.

Veja este o vídeo também no You Tube clicando no título deste texto.

06 janeiro, 2007

O LENHADOR

Existiu um lenhador que acordava todos os dias às seis da manhã e trabalhava o dia inteiro cortando lenha. Só parava tarde da noite.
Esse lenhador tinha um filho, lindo, de poucos meses, e também uma raposa, sua amiga, tratada como bicho de estimação e de sua total confiança. Todos os dias o lenhador saía para trabalhar e deixava a raposa tomando conta do seu filho. Todas as noites, ao retornar do trabalho, a raposa ficava feliz com sua chegada. Os vizinhos alertavam o lenhador a toda hora. Diziam que a raposa era, afinal, um bicho, um animal selvagem e, portanto não era confiável. Quando ela sentisse fome certamente iria comer a criança.
O lenhador, sempre retrucando com os vizinhos, falava que tudo isso era uma grande bobagem. A raposa era sua amiga, jamais faria uma coisa dessas.
Os vizinhos insistiam:
-Lenhador, abra os olhos! A raposa um dia ainda vai comer seu filho. Quando sentir fome, comerá seu filho!
Um dia, muito exausto do trabalho e já cansado de tantos comentários, o lenhador chegou em casa e deu com a raposa sorrindo como sempre, mas desta vez com a boca toda ensangüentada. O lenhador suou frio e, sem pensar duas vezes, acertou o machado na cabeça do animal. Ao entrar, desesperado, no quarto do filho, encontrou a criança no berço dormindo tranqüilamente e, ao lado da cama, uma cobra morta.
O lenhador enterrou o machado e a raposa juntos.

Se você confia em alguém, não importa o que os outros pensem a respeito; siga sempre o seu caminho e não se deixe influenciar. E, principalmente, nunca tome decisões precipitadas.

Texto retirado do livro "O que podemos aprender com os gansos", de Alexandre Rangel.


17 dezembro, 2006

AUMENTO NO SALÁRIO DOS DEPUTADOS

Wagner Ferreira


A falta de vergonha desses que criam e aprovam leis em nosso país não tem limites. No início de dezembro aconteceu uma reunião com os deputados federais para aumento dos seus próprios salários, alegando que suas remunerações devem ser igualadas com a dos ministros do Supremo Tribunal Federal.

Decidiram por quase unanimidade em aumentar os salários em mais de 90%, chegando ao valor absurdo de R$ 24, 500,00.
Seria justo aumentar quase em 100% seus salários enquanto o mínimo tem uma previsão pra 2007 de aproximadamente 3%?
Eles não merecem mais do que a população, já que somos nós, eleitores que os promovem a condição em que usufruem.

Este seria um bom motivo para estarmos nas ruas protestando e mostrando que não aceitamos essa situação. O problema é que esses maus parlamentares sabem que nada irá acontecer, pois o brasileiro, em sua grande maioria não quer se dispor a problemas políticos, sem saber que é a política quem decide sua vida direta ou indiretamente. Estão muito mais interessados quando começa o carnaval, que ator ou atriz da TV casou ou separou... São assuntos que interessam à aqueles que somente por contingente formam nossa população.

Como diria Bertolt Brecht: “O pior analfabeto é o analfabeto político”.

08 dezembro, 2006

FIM DO CARLISMO NA BAHIA

Wagner Ferreira

Finalmente o carlismo chega ao fim na Bahia. Finda-se uma era de 16 anos de controle total e poucas vezes parcial das ações no Estado.
Vale ressaltar que Antonio Carlos Magalhães está no poder desde 1965,
quando foi nomeado pelo então presidente Castelo Branco,
no inicio da ditadura militar, para a prefeitura da Cidade do Salvador e, desde entao,
abocanhou cargos de destaque sendo duas vezes
governador da Bahia e ministro das comunicações no governo Sarney.

O candidato ao governo do PT Jaques Wagner venceu as eleições de 2006 de uma forma surpreendente, quando as pesquisas apontavam vitória do atual governador, o candidato a reeleição Paulo Souto.
Anteriormente, ACM sofreu uma derrocada, isto no ano de 1982,
quando Waldir Pires venceu o pleito como candidato ao governo da Bahia pelo PMDB.

Agora com pouco mais de 50% dos votos válidos Jaques Wagner desbanca uma das crias de
ACM interrompendo um oligopólio que durou mais de uma década,
limpando, mesmo que momentaneamente, a imagem deixada pelo grupo político do senador,
que mostrava a Bahia como uma grande fazenda dominada por um dos mais bem sucedidos
ditadores da América Latina.

O resultado foi recebido como uma bomba pelos políticos da situação,
que como nas eleições passadas,
ja viviam o clima de "já ganhou."
já o candidato do PT parecia esperar o saldo positivo devido suas alianças,
aliás, como aconteceu nas eleições para prefeito de Salvador quando o candidato do PDT,
João Henrique, venceu com enorme vantagem de votos em relação
ao candidato pfelista César Borges.

ACM, que apoiou a candidatura do candidato a Presidência da Republica, Geraldo Alkimin,
fez isso afim de minimizar a perda sofrida no estado. Se Alkimin tivesse vencido, o senador baiano poderia tentar boicotar vindas de verbas e incentivos para a Bahia mostrando que o carlismo perdeu uma batalha, mas nao a guerra.




EVENTO SOBRE HALLOWEEN DISTANCIA-SE MUITO DA TRADIÇÃO

Faculdade da Cidade promove confraternização, mas foge da tradição



Wagner Ferreira

No ùltimo dia 31 do mês de outubro aconteceu na praça da Inglaterra, no Comércio uma comemoração em homenagem ao Halloween, muito comemorado na Europa e Estados Unidos. A festa teve o apoio de alunos e colaboradores da Faculdade da Cidade, que cedeu equipamentos e apoio logístico. Quem passava pela praça ou visualizava das janelas centenárias do edifício Nobre não sabia discernir o motivo da aglomeração.

Com certeza se tratava de uma festa, já que tinha pessoas agitadas pulando e curtindo os diversos gêneros musicais mixados pelos operadores de som. Mas não fazia sentido o que comemoravam. Sendo visivelmente notado que faltava algo caracterizando uma reunião de Halloween, as fantasias. Tirando a falta de originalidade a festa correu de forma ordeira e divertida, tendo muita interação entre turmas de diversos cursos. Houve sorteios de brindes e muitas pessoas dançando livremente na praça, dando até uma sensação das festas que acontecem ao ar livre chamadas de "rave".

História - Trata-se de um evento originário entre os celtas e druidas, povos que habitavam a Irlanda e a Grã -Bretanha, sendo comemorado a mais de 2500 anos. Os celtas acreditavam que na noite de 31 de outubro as leis do tempo e do espaço eram suspensas. Por causa disto, os espíritos vagavam soltos e os mortos visitavam seus antigos lares para exigirem comida. Havia também no fim de outubro o festival da colheita, conhecido como ''Samhain'', chamado também ''O Senhor dos mortos'', quando se faziam grandes fogueiras para assustar os espírito. Para que estes fossem embora, as pessoas saiam ás ruas carregando velas acesas e nabos esculpidos com rosto humanos, vestidos de modo mais assustador possível. Faziam também muito barulho.




O ANALFABETO POLÍTICO

"O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, naõ fala nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, pilantra, o corrupto lacaio dos exploradores do povo."


Bertold Brecht

SERÁ QUE SOMOS FELIZES?

Wagner Ferreira

Como será que definimos a felicidade? Ainda não sabemos. Será que podemos dizer que somos felizes? Com certeza ninguém vai saber ao certo.


A felicidade difere a cada pessoa. Cada indivíduo tem anseios diferentes para ser feliz. Uns querem ganhar na loteria e ser o mais novo milionário da cidade, outros se contentam com uma vidazinha comum e burocrática sem complicações.

A dificuldade que se tem hoje para ser feliz é a mesma que se tinha no passado. No início do Século XIX era comum pessoas morrerem de tuberculose, ou Mal de Chagas. Voltando mais no passado, lá pelo Século V até o XV, foi uma época de muita infelicidade na Europa. Por um longo tempo da chamada Idade Média o mundo presenciava muita dor e sofrimento. Muitas vezes causado pela opressão da igreja, levando a chamar esse período de Idade das Trevas.

Hoje não é muito diferente, pois a violência assola nas grandes capitais, existem novas doenças graves sem perspectiva de cura, a pobreza e o desemprego são maioria nos países sub-desenvolvidos, trazendo a mesma angústia que se viveu em outros tempos.

Talvez possamos sonhar em um dia sermos felizes por completo, ou próximo disso, se da mesma forma que gostamos de alguém, gostem da gente também. Seja ele uma esposa um irmão ou até um inimigo, que possa a vir se tornar um amigo. Temos que receber esse carinho de volta, não basta só amarmos, é quão importante também ser amado.