08 dezembro, 2006

FIM DO CARLISMO NA BAHIA

Wagner Ferreira

Finalmente o carlismo chega ao fim na Bahia. Finda-se uma era de 16 anos de controle total e poucas vezes parcial das ações no Estado.
Vale ressaltar que Antonio Carlos Magalhães está no poder desde 1965,
quando foi nomeado pelo então presidente Castelo Branco,
no inicio da ditadura militar, para a prefeitura da Cidade do Salvador e, desde entao,
abocanhou cargos de destaque sendo duas vezes
governador da Bahia e ministro das comunicações no governo Sarney.

O candidato ao governo do PT Jaques Wagner venceu as eleições de 2006 de uma forma surpreendente, quando as pesquisas apontavam vitória do atual governador, o candidato a reeleição Paulo Souto.
Anteriormente, ACM sofreu uma derrocada, isto no ano de 1982,
quando Waldir Pires venceu o pleito como candidato ao governo da Bahia pelo PMDB.

Agora com pouco mais de 50% dos votos válidos Jaques Wagner desbanca uma das crias de
ACM interrompendo um oligopólio que durou mais de uma década,
limpando, mesmo que momentaneamente, a imagem deixada pelo grupo político do senador,
que mostrava a Bahia como uma grande fazenda dominada por um dos mais bem sucedidos
ditadores da América Latina.

O resultado foi recebido como uma bomba pelos políticos da situação,
que como nas eleições passadas,
ja viviam o clima de "já ganhou."
já o candidato do PT parecia esperar o saldo positivo devido suas alianças,
aliás, como aconteceu nas eleições para prefeito de Salvador quando o candidato do PDT,
João Henrique, venceu com enorme vantagem de votos em relação
ao candidato pfelista César Borges.

ACM, que apoiou a candidatura do candidato a Presidência da Republica, Geraldo Alkimin,
fez isso afim de minimizar a perda sofrida no estado. Se Alkimin tivesse vencido, o senador baiano poderia tentar boicotar vindas de verbas e incentivos para a Bahia mostrando que o carlismo perdeu uma batalha, mas nao a guerra.




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