19 maio, 2008

INVASÃO ALIENÍGENA NOS CÉUS DO BRASIL

A confirmação da Aeronáutica sobre a aparição de 21 OVINs no espaço aéreo brasileiro desencadeou uma perseguição aérea envolvendo sete caças em 1986.

Wagner Ferreira

Eram exatamente 21 horas da segunda-feira, 19 de maio de 1986, quando os radares da Aeronáutica registraram a presença de um objeto luminoso não-identificado nos céus do eixo Rio São Paulo. O fenômeno continuou a acontecer até os dez minutos do dia seguinte. O objeto se deslocava a velocidade do som, e fazia manobras impraticáveis para um avião. Logo após sua detecção, cinco caças da FAB levantaram vôo, (três Mirages e dois F-5E) para observar o estranho fenômeno, um Mirage e um F-5E ficaram no solo de prontidão. Antes, às 20:50h, o operador da torre de controle do aeroporto de São José dos Campos havia observado através de um binóculo dois pontos luminosos. Depois disso, a torre pede ao comandante do avião Xingu PT-MBZ, Alcir Pereira da Silva, que viajava com o coronel Ozires Silva, que fizesse uma busca visual do Objeto Voador Não Identificado (OVNI).

Depois dos sinais serem visualizados pelo comande Alcir e o coronel Ozires Silva, e posteriormente confirmado pelo Controle de Radar em São Paulo, Brasília, a perseguição ao OVIN teve início. Às 21:23h, um caça F-5E recebe ordens para decolar da Base Aérea de Santa Cruz no Rio de Janeiro. O jato era pilotado pelo tenente-aviador Kleber Caldas Marinho, que, em entrevista coletiva à época do incidente, disse que o objeto variava de cor; ora vermelha, ora verde, mas predominava a cor branca. "O objeto estava a 10 km de altura e na velocidade acima de 1.000 km/h, o segui até as 200 milhas sobre o oceano Atlântico, mas não consegui alcança-lo”.

Ás 22:45h, o radar do Centro de Operações de Defesa Aérea (CODA) em Anápolis, a 50 km de Goiânia, detecta os sinais e o primeiro Mirage levanta vôo em busca dos ÓVNIS. No cockpit da aeronave, o capitão Armindo Souza Viriato de Freitas, que também relatou o que viu: ”o céu estava limpo, mas só deu pra ver o objeto pelo radar; estava a 20 km de distancia. Então resolvi aumentar a velocidade para 1,340 km/h, ficando a seis milhas de distancia dele, de repente ele sumiu do meu radar”, relata o aviador.

Em Brasília foram detectados de dez a treze pontos, a vinte milhas de distância. Foi nesse momento que foi autorizado a decolagem de mais três caças: dois Mirage e um F-5E. Este último se dirigia a cidade de São José dos Campos, em São Paulo, quando o piloto do caça, o capitão Aviador Márcio Brisola Jordão, recebe informações do radar que havia de seis a oito pontos luminosos à aproximadamente 18 milhas em sua frente, e a distancia diminuiu, chegando a cinco milhas da aeronave. Em entrevista concedida a repórter da Globo, Ana Terra, em 1986 (ver vídeo) o piloto disse não exprimir sentimentos diante o ocorrido naquela noite, por saber ao certo o que eram aquelas luzes coloridas. “Não tive medo, senti curiosidade. Não tinha como ter essa sensação já que não conseguia definir o que era aquilo realmente”, descreveu.




O caso até hoje não teve uma resposta convincente por parte de diversos profissionais das áreas envolvidas como astrólogos e físicos. Além disso, a grande experiência dos pilotos da FAB selecionados nessa missão frustrada dificilmente os deixaria confundirem meteoros com OVNIS. Os pilotos escalados para levantarem vôo naquele 19 de maio de 1986, tinham uma média de 900 missões e mais de 2.000 horas de vôo cada. Estes são um dos requisitos para se pilotar um caça Mirage ou um F-5E, atribuído a uma entre quinhentas pessoas envolvidas em uma seleção a piloto de caça.

Outros casos - O objeto visto nos céus do Brasil em 1986 não foi um caso isolado no país. No dia 8 de fevereiro de 1982, uma esquadrilha da FAB tentou, sem sucesso, descobrir que objeto perseguiu um Boeing da VASP durante a maior parte da viagem que fazia de Fortaleza ao Rio de Janeiro. A tripulação de dois outros jatos também testemunharam a aparição.



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