01 outubro, 2016

GREVE DOS BANCOS: PUNIÇÃO AO TRABALHADOR E AUMENTO DE LUCRO PARA BANQUEIROS

Por Wagner Ferreira (!)

A greve dos bancos, deflagrada no dia 6 de setembro, já é a maior do setor desde 2004 e pune somente o trabalhador. Ainda assim, parece que o influente Sindicato dos Bancários insiste em manter os mesmos métodos utilizados pelos proletários do início da Revolução Industrial, no Século 18.

A greve surge no sistema capitalista como mecanismo de pressão dos sindicatos laborais sobre os patrões; provoca-se prejuízos ao capitalista até que ele ceda. Em uma fábrica, que necessita de operários e linha de produção constante, a idéia logra êxito, pois, ao se interromper a produção de mercadorias, o prejuízo é imediato e sentido pelo patrão.

A demora na negociação entre patrão e empregado também é outro motivo de barganha para o grevista, já que com a produção parada ou reduzida, menos dinheiro deixará de ser faturado pela fábrica.
 
Por outro lado, no setor público, ou de serviços, sobretudo aqueles em que a população mais dependa, como bancos ou escolas, por exemplo, a greve, como realizada nas fábricas, tem pouco ou nenhum efeito. Uma vez que não há uma linha de produção para ser interrompida. 
Restam somente trabalhadores que dependem do serviço dessas instituições a serem prejudicados. 
 
Nessa perspectiva, a greve é inócua. Além de, sob o ponto de vista da opinião pública, causa danos à imagem dos grevistas e minora a solidariedade entre as categorias não envolvidas, não ao detentor do capital, como planejado inicialmente pelo movimento grevista; o tiro sai pela culatra!
 
Outra agravante, é a automatização dos bancos, um dos fatores favoráveis aos banqueiros, que, com greve ou não, mantêm lucros sempre crescentes.
 
Do lado dos usuários, os boletos dos endividados terão que ser honrados, mais cedo ou mais tarde, presencialmente ou por meio eletrônico, acrescido de juros, claro! Quanto ao dinheiro de cheques e demais títulos, por exemplo, só será repassado ao portador no final da greve, na agência, depois de ficar aplicado pelos banqueiros durante o tempo em que durar a paralisação. Em resumo, a greve é lucrativa para quem se pretende tirar o lucro.
 
E para aumentar o desastre, com a deliberação da greve - religiosamente anuais e em início de mês; data de pagamento de salários - os bancários que aderiram à paralisação desviam do alvo em questão: os banqueiros e punem outras categorias, que ficarão com o cheque do seu salário guardado, enquanto o banqueiro, com o dinheiro desses trabalhadores em seu caixa, irá fazer o que faz melhor: aplicará os proventos do trabalhador e, com a volta do funcionamento das agências, lucrará ainda mais com o atraso de contas.
 
Já para uma parcela privilegiada dos cidadãos: os grandes investidores, pouco importa bancos de portas abertas ou fechadas. Isso porque as instituições financeiras, mesmo com a greve, não são impedidas de movimentar grandes quantias no interior das agências. Outro fator para que, na contra mão da crise, instituições bancárias lucrem milhões todos os anos.
 
De acordo com o Fundo Monetário Internacional, (FMI), em 2013, em meio à turbulência vivida pela economia brasileira naquele ano, que levo o país a registrar a primeira recessão após a crise mundial de 2009, o lucro do setor registrado por quatro bancos brasileiros chegou a aproximadamente US$ 20,5 bilhões. Este valor é maior que o Produto Interno Bruto (PIB) estimado em 83 países no mesmo ano, segundo levantamento do próprio FMI.




Um estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) , revelou que, em 2014, os cinco maiores bancos do Brasil bateram recordes de lucro. Os ganhos das instituições foram oriundas da cobranças de taxas e serviços.

Ainda de acordo com o levantamento, Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa e Santander tiveram lucro de R$ 60,3 bilhões. Isto significa 18,5% a mais que em 2013.

Para o Dieese, o sucesso dos bancos veio de um tripé: a alta taxa Selic, incremento da cobrança via taxas e serviços, e a redução do número de trabalhadores ano após ano.

O Itaú, por exemplo, lucrou R$ 20,6 bilhões, o maior lucro da história de uma empresa do setor no Brasil. Apenas dois bancos: Itaú e Bradesco, responderam por 60% do total embolsado pelos bancos em 2014.

Lucros dos bancos em 2014:

Itaú – R$ 20,6 bilhões
Bradesco – R$ 15,3 bilhões
Banco do Brasil – R$ 11,3 bilhões
Caixa – R$ 7,1 bilhões
Santander – R$ 5,8 bilhões
 
Aumento das taxas e serviços - Pode parecer pouco, mas somente com a cobrança de taxas e prestação de serviços, os cinco maiores bancos arrecadaram R$ 104,1 bilhões, 10,9% a mais do que o ano anterior. Este valor deu para bancar, com sobra, todos os gastos com os 451 mil bancários, que em 2014 custaram R$ 74,6 bilhões - com a soma de salários, encargos, treinamentos e cursos.
 
Em 2014, esses bancos cortaram 5.104 empregos. Segundo o levantamento, "Santander, Bradesco, Itaú e Banco do Brasil reduziram os quadros de funcionários em 8.390 postos de trabalho. O resultado só não foi pior porque foram abertos 3.286 novos postos na Caixa", aponta o Dieese.
 
Pelos números de crescimento contínuo dos bancos - com crise, greve ou os dois - apresentados pelo Dieese, é evidente que a paralisação imposta pelo Sindicato dos Bancários só atinge pequenos comerciantes, atrasa recebimento de títulos e, sobretudo, pagamentos de benefícios sociais e de aposentados.

Grandes investidores não dependem do atendimento presencial feito nas agências e, pra variar, a conta é paga pelas classes menos abastadas da nossa sociedade enquanto dirigentes sindicais esbravejam defesa de luta de classes, sob o foco de câmeras de televisão, massiva mídia espontânea para aferição de popularidade junto aos trabalhadores de seu seguimento.

Altas movimentações financeiras são feitas, todos os dias, das confortáveis agências modelo, destinadas a clientes com mais zeros à direita em suas contas, através de simples telefonemas ou via internet.

Diante disso, para que a greve dos bancários não nos pareça um grande engodo; um palanque antecipado para promoção de lideranças sindicais que almejam Assembleias Legislativas e Câmaras Federais, já é hora de os dirigentes desse movimento pensarem em um método que puna verdadeiramente os donos do grande capital. Pois, as ações encampadas todos os anos pelo movimento, têm se mostrado, sobretudo na área de serviços, ineficazes, em um mundo onde a informática e a automação superaram, há tempos, velhas táticas proletárias de pressão do Século 18. 


(!) Jornalista especialista em Jornalismo Científico pela Ufba

23 setembro, 2015

QUANTO PIOR MELHOR

Por mais que os banqueiros continuem lucrando com a crise, o PT não tenha equilibrado as contas e resista a reduzir ministérios - medida esta que, por motivos políticos óbvios, tornaria o governo, já sem musculatura, ainda mais frágil, pois haveria de tomar cargos dados a partidos aliados forçando-os a se voltarem contra o Planalto - a presença de servidores do judiciário durante a votação dos vetos da presidente, terça-feira (22), no Congresso Nacional, a fim de pressionar a derrubada dos vetos que aumentam o salário dos servidores, por mais que seja legítimo do ponto de vista da democracia, é mesquinho e vergonhoso diante da crise instalada e da necessidade de corte de dívidas.

Em julho deste ano, foi aprovado pela Câmara e no Senado aumentos que variam de 53% a 78,56% para os servidores do Poder Judiciário. De acordo com o Ministério do Planejamento, atualmente, 117,5 mil servidores, entre ativos e inativos, serão contemplados pela proposta. 

O custo total do reajuste acumulado de 2015 a 2018 será de R$ 25,7 bilhões.
Após 2018, o custo adicional seria de R$ 10,5 bi por ano. Entre 2005 e 2008, todas as carreiras do Judiciário tiveram suas remunerações reajustadas em percentuais próximos a 60%. Ainda segundo o Ministério, entre 2009 e 2012, não houve reajuste, mas a partir da negociação salarial de 2012, as carreiras do Judiciário foram contempladas com o índice de 15,8%, pagos em três parcelas anuais, de 2013 a 2015.



Diante destes números, o grupo que representa a categoria dos servidores do judiciário nesta sessão, leva consigo a máxima do "farinha pouca meu pirão primeiro" e que dane-se o resto. Uma visão imediatista da situação, pouco diferente do que fez a oposição ao aprovar os aumentos vetados por Dilma.
Se os servidores reclamam de salário o quê dizer dos professores? Dos policiais/bombeiros, médicos e agentes de saúde? Profissões igualmente importantes, mas de impacto mais imediato no serviço à população.

Uma classe instruída como a dos servidores do Judiciário, deveria dar sua parcela de colaboração com o país e, por hora, adiar seus interesses imediatos, para que, lá na frente, com a crise superada, poder apontar o dedo e cobrar àqueles que verdadeiramente contribuíram com a quebradeira nacional.

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26 agosto, 2015

O INFANTICÍDIO INDÍGENA E A MORTE DO DEBATE NA CÂMARA

A Câmara dos Deputados nos lembrou, quarta-feira, durante uma discussão sobre o Projeto de Lei 1057/2007, que criminaliza o infanticídio cometido por algumas comunidades indígenas, o quanto é leiga quando o assunto é políticas indigenistas. 

O PL, proposto há quase 10 anos, pelo ex-deputado Henrique Afonso, é arbitrário quando passa por cima de órgãos como a Fundação Nacional do Índio (Funai), que aplica, há décadas, políticas indigenistas que visam, entre outras ações, abolir tal prática, cada vez mais rara nas aldeias. o projeto também não leva em conta os costumes dos índios, ainda não aculturados às práticas da civilização tida como moderna, bem como o seu código penal (branco) brasileiro.

Na discussão, de um lado, os "defensores da vida", formados por bancadas cristãs (evangélicas e católicas) e de "defesa" da família, do outro, argumentos mais ponderados, feitos por blocos do PCdoB, Psol e alguns petistas que tentavam, em vão, lembrar aos pouco sabeis a problemática cultural envolvida.


Tal despreparo da maioria dos parlamentares não é surpresa, quando partimos do pressuposto que estes são o reflexo de boa parte do nosso povo, conduzidos como rebanhos de gado às urnas.

Numa democracia, antes de apontarem os dedos àqueles acusados de se "oporem à vida", a consulta aos atores envolvidos nessa questão é obrigatória. Mas, o discurso político da maioria inquisidora foi predominante naquela tarde. Neste link, um artigo do antropólogo Fernando Santos-Granero tenta explicar os motivos de tal prática, vista pelos olhos da nossa sociedade "civilizada" como primitiva.

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15 agosto, 2015

TRAIÇÃO EM PENSAMENTO

O que há de mais puro no ser humano é o pensamento (seja ele bom ou ruim). Diante deste pressuposto, uma imensa maioria de pessoas trai, ainda que não concretize a ação.

Sendo assim, não há como fugir da traição, mesmo fulgaz, como um consórcio, um dia ela lhe contemplará.

Boa parte das pessoas vivem reprimidas pelos valores impostos na nossa sociedade. Esta, que por vezes faz valer a hipocrisia via o discurso da conveniência para assim edificar sua fachada moral.



Tal sociedade, que se orgulha da sua pseudo-retidão, é a mesma que aponta com um dedo e se masturba com o outro, na avidez de conter a voracidade que lhe é inerente para assim viver travestida de senso comum.

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10 agosto, 2015

MAX EPR PROMETE NÃO SER MAIS UM ENGODO ENTRE OS ECONOMIZADORES DE COMBUSTÍVEIS

Aparelho à base e imãs realinha moléculas de combustíveis para reduzir consumo e emissão de poluentes, além de aumentar potência do veículo 

Em tempos de crise financeira ou não, o brasileiro sempre sofreu com os valores altos dos combustíveis. Por isso, em um mundo tão competitivo que vivemos, difícil acreditar em "almoço grátis", mas já imaginou economizar em média 25%, obter até 15% de ganho na potência do seu veículo e de quebra ajudar o meio ambiente?

Esta é a proposta do economizador de combustível Max EPR, desenvolvido há três anos pela empresa mineira Timol Produtos Magnéticos. O produto já circula em mais de 2 mil automóveis pelo País.

De acordo com a Timol, o MAX EPR funciona ionizando as moléculas do etanol ou gasolina por meio de imãs permanentemente orientados. O aparelho faz o controle da pressão do combustível para que ele queime 100% na câmara de detonação (em geral, o combustível não queima totalmente no motor, gerando uma borra que suja os bicos injetores causando problemas, como perda de potência, por exemplo).

Após o carro ser abastecido com etanol ou gasolina e o combustível passar pela mangueira abraçada pelos imãs do MAX EPR, o poder de combustão é ampliado, o que faz aumentar a potência do veículo, reduzindo, assim, o consumo e liberando menos poluentes na atmosfera, como monóxido de carbono (CO) e óxidos de nitrogênio (NOx), presentes na exaustão. 

A instalação é simples, sem grandes modificações mecânicas
Ainda segundo a empresa, o sistema projetado mantém a pressão original estabilizada dentro da flauta, proporcionando melhor pulverização do combustível pelos bicos injetores. Isso melhora a mistura com o ar na hora da combustão, produzindo mais potência com um volume menor de combustível.



Revisões periódicas auxiliam na redução de combustível

- Cabos de velas – cabos com fuga comprometem demasiadamente o resultado.

- Velas – velas desgastadas aumentam o consumo de combustível, comprometendo a percepção da diferença do resultado com a instalação do MAX EPR.

- Bicos injetores – Faça a limpeza dos bicos injetores para que o resultado não seja comprometido.

- Sensor de temperatura e válvula termostática – é importante que estes componentes estejam em condições ideais de funcionamento para que não comprometam o resultado.


- O Escapamento também deve estar em dia. Ele pode influenciar no resultado.
- Filtro de combustível e Bomba de combustível – o mau funcionamento desses componentes pode alterar o consumo do seu veículo.

- Verifique sempre as condições do sistema de ignição e alimentação do seu veículo.

- Não abuse da velocidade. É uma questão de segurança e de economia de combustível.

Para saber qual o consumo do seu veículo, consulte a Tabela de Consumo de Combustível do Inmetro.

Saiba mais: (71) 8801-7881 / 9954-7948 (whatsapps) Compre aqui

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24 janeiro, 2015

O GATO E A ESPIRITUALIDADE

Quem não se relaciona bem com o próprio inconsciente não topa o gato. Ele aparece, então, como ameaça, porque representa essa relação precária do homem com o (próprio) mistério. O gato não se relaciona com a aparência do homem. Ele vê além, por dentro e pelo avesso. Relaciona-se com a essência. Se o gesto de carinho é medroso ou substitui inaceitáveis (mas existentes) impulsos secretos de agressão, o gato sabe. E se defende do afago. 

A relação dele é com o que está oculto, guardado e nem nós queremos, sabemos ou podemos ver. Por isso, quando surge nele um ato de entrega, de subida no colo ou manifestação de afeto, é algo muito verdadeiro, que não pode ser desdenhado. É um gesto de confiança que honra quem o recebe, pois significa um julgamento. O homem não sabe ver o gato, mas o gato sabe ver o homem. Se há desarmonia real ou latente, o gato sente. Se há solidão, ele sabe e atenua como pode, ele que enfrenta a própria solidão de maneira muito mais valente que nós. Nada diz, não reclama. Afasta-se. 




Quem não o sabe "ler" pensa que "ele" não está ali. Presente ou ausente, ele ensina e manifesta algo. Perto ou longe, olhando ou fingindo não ver, ele está comunicando códigos que nem sempre (ou quase nunca) sabemos traduzir. O gato vê mais e vê dentro e além de nós. Relaciona-se com fluídos, auras, fantasmas amigos e opressores. O gato é médium, bruxo, alquimista e parapsicólogo. É uma chance de meditação permanente a nosso lado, a ensinar paciência, atenção, silêncio e mistério. 

O gato é um monge silencioso, meditativo e sábio monge, a nos devolver as perguntas medrosas esperando que encontremos o caminho na sua busca, em vez de o querer preparado, já conhecido e trilhado. O gato sempre responde com uma nova questão, remetendo-nos à pesquisa permanente do real, à busca incessante, à certeza de que cada segundo contém a possibilidade de criatividade e de novas inter-relações, infinitas, entre as coisas. 

O gato é uma lição diária de afeto verdadeiro e fiel. Suas manifestações são íntimas e profundas. Exigem recolhimento, entrega, atenção. Desatentos não agradam os gatos. Bulhosos os irritam. Tudo o que precise de promoção ou explicação quer afirmação. Vive do verdadeiro e não se ilude com aparências. Ninguém em toda natureza aprendeu a bastar-se (até na higiene) a si mesmo como o gato! Lição de sono e de musculação, o gato nos ensina todas as posições de respiração ioga. Ensina a dormir com entrega total e diluição recuperante no Cosmos. Ensina a espreguiçar-se com a massagem mais completa em todos os músculos, preparando-os para a ação imediata. Se os preparadores físicos aprendessem o aquecimento do gato, os jogadores reservas não levariam tanto tempo (quase 15 minutos) se aquecendo para entrar em campo. 

Nietzsche, senhor da serenidade aqui em casa
O gato sai do sono para o máximo de ação, tensão e elasticidade num segundo. Conhece o desempenho preciso e milimétrico de cada parte do seu corpo, a qual ama e preserva como a um templo. Lição de saúde sexual e sensualidade. Lição de envolvimento amoroso com dedicação integral de vários dias. Lição de organização familiar e de definição de espaço próprio e território pessoal. Lição de anatomia, equilíbrio, desempenho muscular. Lição de salto. Lição de silêncio. Lição de descanso. Lição de introversão. Lição de contato com o mistério, com o escuro, com a sombra. Lição de religiosidade sem ícones. Lição de alimentação e requinte. Lição de bom gosto e senso de oportunidade. Lição de vida, enfim, a mais completa, diária, silenciosa, educada, sem cobranças, sem veemências, sem exigências. 

O gato é uma chance de interiorização e sabedoria, posta pelo mistério à disposição do homem." O gato é um animal que tem muito quartzo na glândula pineal, é portanto um transmutador de energia e um animal útil para cura, pois capta a energia ruim do ambiente e transforma em energia boa, -- normalmente onde o gato deita com frequência, significa que não tem boa energia-- caso o animal comece a deitar em alguma parte de nosso corpo de forma insistente, é sinal de que aquele órgão ou membro está doente ou prestes a adoecer, pois o bicho já percebeu a energia ruim no referido órgão e então ele escolhe deitar nesta parte do corpo para limpar a energia ruim que tem ali. Observe que do mesmo jeito que o gato deita em determinado lugar, ele sai de repente, poi ele sente que já limpou a energia do local e não precisa mais dele. O amor do gato pelo dono é de desapego, pois enquanto precisa ele está por perto, quando não, ele se a afasta. 


No Egito dos faraós, o gato era adorado na figura da deusa Bastet, representada comumente com corpo de mulher e cabeça de gata. Esta bela deusa era o símbolo da luz, do calor e da energia. Era também o símbolo da lua, e acreditava-se que tinha o poder de fertilizar a terra e os homens, curar doenças e conduzir as almas dos mortos. Nesta época, os gatos eram considerados guardiões do outro mundo, e eram comuns em muitos amuletos. "O gato imortal existe, em algum mundo intermediário entre a vida e a morte, observando e esperando, passivo até o momento em que o espírito humano se torna livre. Então, e somente então, ele irá liderar a alma até seu repouso final."
 

Fonte: The Mythology Of Cats, Gerald & Loretta Hausmano.

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20 janeiro, 2015

“HOMO ERECTUS”: QUANDO UMA CIDADE DO INTERIOR DA BAHIA SOFREU COM EPIDEMIA DE PRIAPISMO

Por mais inusitadas que possam ser as descobertas resultantes da busca pelo saber científico, o médico baiano Pirajá da Silva (1873-1961), descobridor da esquistossomose no início do Século 20, não imaginava que participaria de outra descoberta, no mínimo folclórica, no sertão da Bahia.

Em 1906, o farmacêutico da cidade de Serrinha (a 158 km de Salvador), Leobino Cardoso Ribeiro, foi chamado pelo proprietário da fazenda Malhadas, Ricardo Carneiro, que ficava a três léguas do município, para tentar descobrir o porquê de tanto homens e animais terem sidos acometidos por ereções repentinas naquela localidade.

Ao fim da sua investigação, o farmacêutico concluiu que todos os moradores daquela zona rural sofriam de priapismo, doença que tem como principal sintoma a ereção permanente do pênis. O nome da moléstia vem do deus Príapo, da mitologia grega, conhecido como o deus da fertilidade. A imagem dele é representada por um homem com um pênis exageradamente grande e sempre ereto.

Príapo, deus da fertilidade

Homens que sofrem com impotência sexual ou se sintam insatisfeitos com seu desempenho na hora do sexo, podem achar estranho classificar tal condição de enfermidade. Mas as reações do priapismo podem ser bastante danosas, a exemplo da dor sentida no pênis enquanto for mantida a ereção - que dura em média 4 horas. Apesar da ausência de estímulo físico e psicológico, o órgão não retorna ao estado de flacidez e a consequência pode ser a impotência sexual definitiva.

Livro de anotações - O registro da passagem histórica foi feito pelo também médico e biógrafo de Pirajá da Silva, Edgar de Cerqueira Falcão no livro: Pirajá da Silva o Incontestável Descobridor do Schistosoma Mansoni, lançado em 2008 pelo Ministério da Saúde em homenagem ao centenário do célebre pesquisador baiano, que registrara as conclusões do farmacêutico em seu livro de anotações médicas e concluiu que;

- A origem de tal enfermidade surgiu de um tanque cuja água se servia pessoas e animais do lugar;


- As propriedades excitantes da água advinham de uns insetos semelhantes a besouros que infestaram a localidade e pousavam na superfície da água.


As provas foram evidenciadas porque somente as pessoas e até o próprio gado, que se servia da água maravilhosa, após sofrer do mal, não mais procurou o tanque.


O Fim da epidemia veio com a seca do tanque e, consequentemente, o desaparecimento dos insetos. Com isso, por terem deixado de fazer uso da água, não houve mais relatos da moléstia.


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